O Supremo tribunal da Alemanha legalizou a eutanásia. Agora será possível desligar legalmente os equipamentos médicos que mantêm artificialmente a vida de doentes graves, com a concordância destes. A morte suave e tranquila – como o dicionário de Oxford define a eutanásia – é considerada crime na maioria dos países da Europa.
Isto muitas vezes leva ao aumento do turismo sombrio, quando, para deixar a vida, os doentes com câncer ou pacientes paralisados, pedem aos parentes para levá-los à Suíça, Holanda, Luxemburgo ou Bélgica, onde a eutanásia é legal.
A decisão do Supremo tribunal da Alemanha foi precedida pelo julgamento do jurista Wolfgang Putz, que aconselhou sua cliente a desligar a mãe dos sistemas médicos, Érica Kullmer, que estava em coma depois de derrame cerebral há oito anos. Sendo que ela tinha dito antes várias vezes que não queria que a vida em seu organismo fosse mantida artificialmente em tais condições. Dois dias depois de desligados os aparelhos ela morreu, e sua filha e o jurista foram presos por assassinato e cumplicidade com o crime. Entretanto, pela nova lei, ambos foram absolvidos.
Para deixar a vida, doentes graves pedem a parentes para levá-los a países, onde a eutanásia é legalizada. Aqueles que não podem se permitir o transporte do doente a outro país, agem, conscientemente, segundo um roteiro mais dramático. Nos países onde é proibida a eutanásia não são raros os casos de julgamento de parentes, que desligaram os aparelhos de manutenção da vida de seus entes queridos após seus insistentes pedidos.


